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Imagem principal: blog The Homemade Haus.

Foi um foodie meetup algures num mês de Abril que me levou a conhecer o Wine District. Recebi um e-mail com o convite e não fiz aquilo que é meu costume fazer (ir ver de que sítio se trata e conhecer um pouco mais). Esta coisa de os restaurante terem Wine no nome é tendência, tanto que nem despertou nada a minha atenção. Limitei-me a ver onde que ficava — nº 44 da Rua Ivens, no Chiado (antiga Casa Quintão) — e colocar no iPhone o evento.

Tenho que partilhar convosco que quando cheguei à porta, a surpresa foi grande pois o wine não se resume ao nome e a uma garrafeira com vinhos: todo o conceito gira em torno do vinho.


Para começar o espaço é enorme — falo de 180 lugares espalhados por 600 m2! Não é fácil dar dinâmica a um espaço destes… é preciso investir tempo e dinheiro ou o ambiente torna-se frio e sem graça. No Wine District as coisas foram bem pensadas. O espaço foi subdividido em zonas mais ou menos distintas, unidas por pormenores discretos mas que dão continuidade ao restaurante. Quase como se estivessem em vários restaurantes no mesmo espaço (em Barcelona este conceito é muito utilizado em restaurantes como o Bellavista).

A inspiração para cada um dos pormenores está no vinho, o rei da casa. Cortiças utilizadas em vários pormenores, uma parede forrada com um jardim vertical, as barricas de madeira que vão surgindo ao longo do caminho, o balcão feito de troncos de carvalho, muitas cores acastanhadas e em alguns pormenores cores mais frescas e claras, que trazem alegria ao espaço. A esplanada interior é um ponto muito interessante onde podemos desfrutar de um ambiente mais leve e natural. Dá outro ar ao espaço. No geral, criaram um espaço muito confortável, descontraído e divertido. Ah, e para fumadores…aqui é possível fumar!

Assim que entrarem vão deparar-se com a loja onde poderão adquirir quase todos os ingredientes consumidos, comidas e bebidas. É um ponto muito interessante e que surge no contexto. A ilusão de ótica criada pela pintura que está no fundo da sala, dá sensação de estar a entrar numa adega enorme. Fiquei logo com o bichinho atrás da orelha e vontade de fazer umas compras, não fosse eu mulher.


Seguindo caminho, entram no mundo das refeições/petiscos onde existem as várias salas e o balcão enorme feito de madeira de que já vos falei, uma mezzanine – onde jantamos no foodie meetup – que é óptima para um jantar de grupo não muito grande, o tal jardim interior… O que acho mesmo interessante é a harmonia do espaço. Bem, já estava encantada… Faltava adoçar o palato! Ui, tarefa difícil! 

Começamos com uns canapés – bolacha com requeijão e morango, espetadinhas de polvo, espetadinhas de mexilhão e espetadinhas de mozarela – e optei pelo Rosé para iniciar a degustação… Bastante simpático para abrir o apetite.  Este welcome drink foi o desbloqueador de conversas para começar aqueles eventos com mais de 20 pessoas, em que ficamos sempre pendurados à espera que o grupo reúna todo.

Subimos para a mezzanine , onde decorreu o jantar. Adorei a sensação de jantar neste espaço. O grupo fica muito à vontade, tive a sensação de estar num espaço privado que vive apenas do que ali se passa. No entanto, conseguimos acompanhar na perfeição a música ao vivo que acompanha os jantares de sexta e sábado, o que foi uma surpresa ainda maior. Devo dizer que a música estava espetacular!

Na mesa estavam o pão e broa, azeite e azeitona. Um couvert simpático. Chegaram de seguida as conservas: bacalhau com grão, mexilhões em escabeche com tomate e coentros, polvo com azeitonas e pickles e pimentos recheados com atum. Desta tenho que dar um destaque especial aos mexilhões em escabeche porque, efetivamente, merecem-no. Algo tão simples como cebola roxa, mexilhões, tomate cherry e coentros, faz-me ainda agora ficar com água na boca. Esperava pouco deste prato mas quanto a mim foi o que funcionou melhor quer em texturas quer em sabores. Muito fresco! Neste momento troquei o Rosé pelo Branco, igualmente bom!


Seguiram-se duas empadas: empada de cozido à portuguesa e empada de pato. Posso dizer-vos que a empada de pato foi das melhores empadas que comi ultimamente. Têm que provar. Estava na altura de mudar para o Tinto.


Tábuas de queijos e enchidos bem como morcela assada na hora, também tiveram lugar na mesa. Adorei o queijo de Serpa velho e o queijo de S. Jorge. Dos enchidos dedico-me apenas ao presunto pois não sou fã dos restantes…estava óptimo e cortado fino mesmo como eu gosto! O atendimento pareceu-me espetacular e tive a confirmação do profissionalismo na minha segunda visita. Não param de surpreender!

Contactei-os para realizar o evento de lançamento do blog e o jantar do meu 29º aniversário. Inicialmente foram muito prestáveis e aceitaram a minha marcação mas em agosto, dirigi-me ao local para afinar alguns pormenores e fui informada de que iriam encerrar portas para remodelação da cozinha. Tive que alterar o local do jantar para o Entra Restaurante, um bom restaurante também já conhecido.

Fiquei um pouco desiludida… confesso. No entanto, não posso negar que gostei do sítio e que voltaria  para ir comer uns aperitivos e beber uns copos de vinho com amigos ou para um jantar de grupo. Às sextas e aos sábados estão abertos até às 2h da manhã e com música ao vivo! Vocês já conhecem?



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ESPAÇO, ATENDIMENTO & PREÇO:INFOGRAFIA BASEWD

NÃO PODES PERDER:
Empada de Pato; Mexilhões em Escabeche

INFORMAÇÕES GERAIS:
Local: Rua Ivens, 44, Chiado
Horário: Dom. & Ter. a Qui. 12h-24h; Sex./Sáb. 12h-2h
Tipo cozinha: wine, tapas, portuguesa
Pormenores: música ao vivo às sextas e sábados; encerra à segunda

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